terça-feira, agosto 10

Gonçalves Dias

Antônio Gonçalves Dias nasceu em 10/08/1823 em Caxias, no Maranhão, e faleceu em 1864. O poeta e teatrólogo era filho de pai português e mãe mestiça.
Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, retornando ao Brasil em 1845.
Tinha grande amor por Ana Amélia, e a pediu em casamento em 1852, mas a família dela não aceitou o pedido, por ser o escritor descendente de uma mestiça. Apesar de a família da linda Don' Ana ter grande estima e admiração pelo poeta, mais forte era o preconceito de raça e casta na época.
Retornou ao Rio de Janeiro, onde casou-se com Olímpia costa. Foi nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Viajou pelo Brasil e pela Europa a serviço do governo brasileiro.
" Por seu lado o poeta, colocado diante das duas alternativas: renunciar ao amor ou à amizade, preferiu sacrificar aquela a esta, levado por um excessivo escrúpulo de honradez e lealdade, que revela nos mínimos atos de sua vida. Partiu para Portugal. Renúncia tanto mais dolorosa e difícil por que a moça que estava resolvida a abandonar a casa paterna para fugir com ele, o exprobrou em carta, dura e amargamente, por não ter tido a coragem de passar por cima de tudo e de romper com todos para desposá-la!
" E foi em Portugal, tempos depois, que recebeu outro rude golpe: Don`Ana, por capricho e acinte à família, casara-se com um comerciante, homem também de cor como o poeta e nas mesmas condições inferiores de nascimento. A família se opusera tenazmente ao casamento, mas desta vez o pretendente, sem medir considerações para com os parentes da noiva, recorreu à justiça, que lhe deu ganho de causa, por ser maior a moça. Um mês depois falia, partindo com a esposa para Lisboa, onde o casal chegou a passar até privações.
" Foi aí, em Lisboa, num jardim público, que certa vez se defrontaram o poeta e a sua amada, ambos abatidos pela dor e pela desilusão de suas vidas, ele cruelmente arrependido de não ter ousado tudo, de ter renunciado àquela que com uma só palavra sua se lhe entregaria para sempre. desvairado pelo encontro, que lhe reabrira as feridas e agora de modo irreparável, compôs de um jato as estrofes de "Ainda uma vez -- adeus --" as quais, uma vez conhecidas da sua inspiradora, foram por esta copiadas com o seu próprio sangue."
É considerado o mais maduro dos românticos brasileiros, o nosso maior poeta romântico.
Clique aqui e leia a linda poesia “Ainda Uma Vez Adeus"
http://orbita.starmedia.com/~poemapage/Dias.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alves_Dias

6 comentários:

lucidreira disse...

Nda como estar sempre em um espaço com a qual aprendemos e adquirimos mais conhecimentos.
Muito bom ler e saber mais dos nossos poetas.
Parabéns aos alunos que criaram as tirinhas.
E parabéns ao Blog por postar mais uma.
Abraço

Entrevidas disse...

O bendito racismo, sempre atrapalhando a convivencia. Beijos

Entrevidas disse...

Bendito racismo, atrapalhando sempre a convivencia. Beijos

reltih disse...

gracias por compartirnos esta mini biografia de este gran poeta.
un abrazo

Mauro S disse...

Oi Carla, boa tarde!
Amiga, sem muita vontade de digitar, esperando carregar bateria do note, lindos estes desenhos, bjs

Regina Artes disse...

Olá querida amiga, muito bom estar sempre por aqui....boa noite!!!

Beijos!!!